sábado, 30 de agosto de 2014

INSPETOR QUE AGREDIU ADVOGADA NO CEARÁ É EXPULSO DA POLÍCIA CIVIL

Advogada Elisângela dos Santos defendia cliente em Canindé, no Ceará. Policial se irritou e deu uma cabeçada na advogada, que quebrou o nariz.

Advogada teve que passar por cirurgia após agressão
João Batista Félix, acusado de agredir uma advogada com uma cabeçada no Ceará, foi expulso da Polícia Civil em julgamento nesta semana. Segundo a denúncia contra o ex-policial, ele se irritou e deu uma cabeçada no nariz da advogada Elisângela dos Santos, em janeiro deste ano, quando ela defendia um cliente na Delegacia de Canindé, no interior do Ceará. A decisão da demissão foi publicada no Diário Oficial do Estado do Ceará de terça-feira (26).

Na época, ele havia dito que a agressão foi acidental. “Evitei ao máximo esse problema e fui em direção à delegacia. Quando eu fui entrando, subindo os degraus da delegacia, avançaram em cima de minha pessoa; quando eu me virei, aconteceu realmente o fato”, disse a advogada na época do ocorrido.

A advogada Elisângela dos Santos foi chamada por um cliente para comparecer à delegacia para providenciar a liberação de um caminhão que havia sido apreendido. De acordo com a advogada, o veículo havia sido comprado pelo cliente, mas, na hora da abordagem, ele estava sem a documentação da transação.

Elizângela conta que, mesmo após a delegada Giselle Oliveira Martins constatar que não havia irregularidades com o veículo, o inspetor suspeito de agressão tentou impedir a liberação. “Ao retornar para o local onde estava ocorrendo a discussão, o inspetor cruzou os braços, veio em minha direção e deu uma cabeçada de cima para baixo, atingindo em cheio o meu nariz, que começou a sangrar. Voltei, pedi ajuda na delegacia e fui socorrida pela delegada”, conta.

João Batista já responde a três processos por abuso de autoridade, segundo a OAB. Um dos processos aponta João Batista e outros três policiais de tentar extorquir dinheiro do irmão de um suspeito de tráfico de drogas; eles exigiram R$ 10 mil para que os irmãos e a mãe do suspeito não fossem presos, segundo a OAB.

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Fonte: G1/CE

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