
Implantar um modelo de gestão com acompanhamento
constante do que se produz nas unidades policiais. É com esse direcionamento
que o delegado Ricardo Sérgio Costa de Oliveira, assume hoje o posto de
Delegado Geral da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
Casado,
pai de três filhos, 50 anos, 23 deles dedicados à instituição. Ricardo Sérgio
disse que aceitou o convite de conduzir a Degepol sem impor nenhuma condição à
governadora Rosalba Ciarlini e secretário de Segurança Pública, Aldair da
Rocha. Porém, teve garantias de alguns “compromissos” seriam cumpridos. “Tanto
a governadora como o secretário de Segurança me disseram que iriam dar total
apoio à nossa administração. Foi dessa forma que fui recebido. Não é um apoio
geral e irrestrito. É um apoio que leva em conta as condições que o Governo
passa”, colocou.
O novo delegado
geral assume o posto deixado, na última segunda-feira, por Fábio Rogério, que
foi exonerado pela governadora Rosalba. Outras mudanças vão ocorrer no primeiro
escalão da Polícia Civil do Estado.
“Haverá mudanças
para se adequar ao perfil de administração que eu tenho, mas estamos estudando.
Temos que cuidar das investigações que estão em andamento”, explicou Ricardo
Sérgio. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o delegado pontuou as metas que
deseja atingir e explicou como vai conseguir mudar o cenário de sucateamento
das delegacias.
Bate-papo
Como melhorar a estrutura física das delegacias?
A gente sabe que a
estrutura física demanda, hoje, ações por parte do Governo. É por isso mesmo
que o Governo está com o projeto que é o “RN Sustentável”, através do Banco
Mundial, onde serão aplicados 16 milhões de dólares em toda estrutura de
informática da polícia civil. Fora desse programa, será feito reformas nas
delegacias. Seis delegacias estão com as reformas garantidas. Numa delas, a 6ª
DP, o trabalho já começou. Também existe o programa “Brasil Mais Seguro”. Há
uma soma de recursos, que está para chegar, que vai fazer com que o cenário
atual da Polícia Civil seja alterado.
Quais as prioridades?
Já elaborei algumas
metas. Uma delas é potencializar as investigações e operações policiais através
do gerenciamento, supervisão e apoio. Tudo isso será feito ouvindo os policiais
para saber o que é que eles querem que seja feito. Queremos implantar o
inquérito virtual. Criar uma central de inquéritos policiais para tratar do
passivo institucional.
E a divisão de
homicídios?
Ela é prioridade e é
um dos compromissos que eu firmei. Não foi uma condição, mas um dos
compromissos que firmei com o Governo do Estado. Ela vai acontecer.
Qual seu
posicionamento sobre a discussão da PEC37?
Se você
verificar o ordenamento jurídico brasileiro, vai ver que só quem pode fazer
investigação criminal é a polícia judiciária. A discussão está desfocada. O MP
tem investigação seletiva, atemporal e sem controle, porque o MP não tem
submissão a nenhum órgão de controle.
Por Roberto Lucena
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