sábado, 17 de dezembro de 2011

PREFEITURAS CANCELAM CONCURSOS SUSPEITOS

A Operação QI (Quem Indica), que foi deflagrada ontem (15) e acabou provocando sete prisões, entre as quais a do presidente da Câmara Municipal de Martins, Fulgêncio Teixeira e da secretaria de saúde de Severiano Melo, Izabele Cristini, além dos sócios da empresa Concsel Antonio Laurentino e seu filho Gesiel de Paiva, continua revelando novidades com relação a concurso.

Na manhã de hoje as prefeituras dos municípios de Coronel Ezequiel e Rodolfo Fernandes, acataram recomendações do Ministério Público e suspenderam os concursos públicos que seriam realizados no próximo final de semana. 
As decisões dos prefeitos, Cláudio Marques de Macêdo e Bernadete Queiroz, respectivamente foram publicadas nos diários oficiais do município. A suspensão dos dois concursos ocorre por tempo indeterminado. 

De acordo com levantamento feito pelo Correio da Tarde, junto aos 19 promotores responsáveis pela Operação QI, no próximo domingo (18), a empresa Concsel - principal alvo de acusações realizaria provas para contratação de agentes de combate a endemias, técnicos de enfermagem e agente comunitários de saúde. 

A prefeita de Rodolfo Fernandes, Bernadete Queiroz justificou sua decisão dizendo que as suspeitas de irregularidades junto a empresa Concsel, a levou a suspender o concurso. "Estamos suspendendo o concurso por determinação do próprio Ministério Público sobre suspeita de fraude da empresa contratada em outros concursos no estado. Abriremos um procedimento administrativo e podemos analisar a possibilidade da continuidade do processo ou optarmos pelo cancelamento em definitivo do concurso", disse a prefeita em nota publicada no site da prefeitura
Já o prefeito de Coronel Ezequiel, Cláudio Marques de Macêdo, disse que para zelar pelo principio da legalidade vai suspender o concurso. Com o dever constitucional de zelar pelos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade da administração pública, bem como os relevantes fundamentos apresentados pelo MP, decidimos suspender o concurso na cidade. Essa determinação terá vigência, até que os indícios de irregularidades sejam devidamente explicados", destaca.



Promotores deixam claro que Concsel não tem idoneidade para realizar concurso

Ontem (15), o Ministério Público emitiu recomendações visando suspender concursos públicos que seriam realizados no próximo final de semana no Estado. As recomendações partiram das comarcas de Apodi e Santa Cruz dirigidas aos prefeitos das cidades de Coronel Ezequiel e Rodolfo Fernandes. Na visão dos promotores de Justiça, esses certames também podem ter sido incluídos no caminho das supostas fraudes cometidas pela empresa Concsel.

Os pedidos do MP ocorreram no sentido de assegurar a lisura dos atos da administração pública de modo a serem praticados conforme os ditames da moralidade e probidade administrativa.

Para os promotores, a deflagração da Operação QI, teria identificado um grande esquema criminoso envolvendo a Concsel e pessoas ligadas a gestão municipal com a proposta de fraudar concursos e seleções, através de venda de gabaritos e provas e alteração dos respectivos resultados.

De acordo com informações constantes nas portarias 04/2011 e 012/2011 das comarcas de Apodi e Santa Cruz, a empresa Concsel, não tem idoneidade para conduzir nenhum outro concurso público, inclusive os que estão em andamento em Rodolfo Fernandes e Coronel Ezequiel.

Enfermeira é prejudica em quatro concursos realizados pela Concsel

A enfermeira Elaine Gurgel está organizando um movimento que visa impedir as empresas que estão sob investigação participarem de licitações para realização de concursos públicos. Elaine disse que já foi prejudicada em três concurso realizado pela Concsel nos municípios de Severiano melo, Martins e Antonio Martins. Além disso, ela estava inscrita para o concurso de Cel. Ezequiel que seria realizado no próximo domingo (18). "Além do prejuízo financeiro nós estamos sendo prejudicados pelo fato de passar a desacreditar na realização de concursos. Por isso seria interessante o Ministério Público fazer uma varredura nessas empresas e impedir que qualquer uma delas que esteja sob suspeita seja impedida de realizar concursos", disse a enfermeira demonstrando toda sua indignação.

O promotor de Justiça Sílvio Ricardo Gonçalves de Andrade Brito afirma haver "a necessidade de evitar maior desgaste aos candidatos, que seriam duplamente prejudicados com a inevitável anulação posterior das provas como já ocorreu em vários municípios'.

A recomendação do MP quer que uma nova licitação seja realizada para a "contratação de empresa idônea para organizar o referido concurso público municipal, cercando-se de todas as cautelas necessárias para a garantia dos princípios da moralidade, impessoalidade e publicidade e sem cobrança de novas taxas de inscrições aos candidatos".
Fonte: Correio da Tarde

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