segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

UM ANO DE GOVERNO, MUITAS PROMESSAS E POUCAS REALIZAÇÕES

Com o slogan de campanha “pra fazer o Rio Grande do Norte acontecer”, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) chegou ao governo embasada por grande apoio popular. As expectativas eram muitas. As promessas de campanha fizeram os potiguares acreditarem numa mudança positiva imediata. Passado um ano de governo, o sentimento popular é de frustração.

Herança maldita
Rosalba Ciarlini passou o primeiro semestre inteiro justificando a falta de ações com “erros” do governo anterior. Quando viu que o discurso estava vencido, passou a colocar a dificuldade financeira do estado como motivo para o não cumprimento das promessas. O problema é que, em vez de progredir, a gestora travou várias ações que tinham pleno funcionamento na administração passada.

Avaliação administrativa
Administrativamente, o primeiro ano do governo Rosalba Ciarlini foi marcado pela precarização dos programas sociais, o sucateamento das centrais do cidadão, as greves dos servidores, a falta de diálogo com as entidades representativas e a má prestação dos serviços públicos que são de obrigação do estado. Some-se isso à queda do turismo e da geração de emprego e renda.
Fonte: Visão Política



Saldo negativo
 A grande conquista do governo foi o início das obras da Arena das Dunas, o que não amenizou o grande saldo negativo que a gestora teve neste ano. As reclamações vêm de todas as partes. Nas pesquisas de opinião divulgadas até o momento, o índice de desaprovação popular ao governo está acima de 50%.

Avaliação Política
Politicamente, Rosalba Ciarlini conseguiu formar um grupo forte em torno do seu governo. Apesar de ter perdido o apoio do vice-governador Robinson Faria (PSD), uniu o PMDB em torno da gestão e conquistou maioria na Assembleia Legislativa (AL). Além disso, construiu uma relação republicana com o Planalto, o que dá boas perspectivas de conquistas para sua gestão.

Expectativas para 2012
Para 2012, Rosalba precisa repensar suas estratégias administrativas. É preciso priorizar a prestação de serviços à população. Além disso, o próximo ano é eleitoral. A democrata terá a missão de construir sua base política para 2014. Para que isso aconteça, ela tem que estar bem avaliada junto ao eleitorado. Está na hora de correr atrás e começar a “fazer o Rio Grande do Norte acontecer”. Afinal, é isso que o povo espera.  

OGE 2012
Infelizmente, as expectativas não são das melhores quando o assunto é o orçamento do ano que vem. O Orçamento Geral do Estado (OGE) 2012 prevê redução de repasses para as principais áreas de atuação do governo. No entanto, a previsão de receitas é bastante pessimista. O Estado deverá arrecadar mais do que planeja e assim ter recursos para suplementar os valores previstos no texto que será votado na próxima quarta-feira.

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